De 08 a 12 de outubro de 2017

Universidade Federal de Viçosa, MG

Minicursos

* IMPORTANTE! A participação no minicurso é condicionada a inscrição no Congresso.

Data dos minicursos: 07 e 08 de outubro

Minicursos: 1 e 24
Carga horária: 8 horas
Horário: 08h00 às 18h00

Data dos minicursos: 08 de outubro

Minicursos: Todos os mini-cursos
Carga horária: 8 horas
Horário: 08h00 às 18h00
(com duas horas de intervalo para almoço)
Taxa de inscrição: R$ 40,00

Clique no titulo do minicurso para ver descrição do mesmo.

Ministrante: Dr. Júlio Cesar Voltolini – Universidade de Taubaté  

mero de vagas: 30

*Esse minicurso excepcionalmente terá duração de dois dias (07 e 08 de Outubro), perfazendo uma carga horária total de 20 horas

Introduzir conceitos de delineamento da amostragem, análise de dados com populações e métodos de campo em Ecologia e Biologia da Conservação. Desenvolver a redação de trabalhos de congresso e artigos científicos. Todos os alunos finalizam o curso com um trabalho pronto para apresentar em um congresso de nível nacional. O curso é ministrado em dois dias das 8:00h as 18:00h. No primeiro dia os alunos discutem diferentes idéias de projetos diretamente em campo e aprendem conceitos básicos sobre delineamento de experimentos e métodos de campo em ecologia. Durante a tarde ocorre a coleta de dados pelos grupos de alunos até o final do dia. No segundo dia os alunos recebem aulas de estatística em um laboratório de informática ou eles usam notebooks pessoais e a atividade seria em uma sala de aula comum com projetor. Durante a tarde os alunos aprendem como redigir um artigo cientifico usando os próprios dados coletados e analisados. No final da tarde os alunos apresentam os resultados na forma de um artigo.

Ministrantes:

– Dra. Alessandra Bertassoni – USP Ribeirão
– Dra. Ana Maria Nievas – UNESP Rio Preto

mero de vagas: 20

A ecologia comportamental busca entender as estratégias comportamentais adotadas pelos indivíduos, na busca por maior aptidão em seu habitat. Até recentemente, a coleta de dados comportamentais de animais de vida-livre era pautada basicamente em estudos descritivos, a partir de métodos de observação simples e direta. Com o avanço crescente de ferramentas tecnológicas de monitoramento remoto, a partir da década de 70, uma grande quantidade de informações acuradas sobre o comportamento animal tem sido produzida. Dentre os avanços estão o aprimoramento contínuo das tecnologias de armadilhas fotográficas e de vídeo, a telemetria satelital, os gravadores acústicos, os geolocalizadores e os acelerômetros. Eles podem gerar resultados mais precisos relacionados aos repertórios comportamentais e vocais, padrão de atividade, interações intra e interespecíficas, comportamento alimentar e seleção de recursos, padrões de movimentação. A presente proposta visa explorar essas diversas tecnologias e seus métodos de estudo, mostrando ao público como gerar e analisar informações comportamentais de mamíferos terrestres de vida-livre. Primeiramente, serão apresentados métodos tradicionais de observação (i.e. ad libitum, focal, escaneamento, comportamental) e, posteriormente, métodos tecnológicos de monitoramento remoto (rádio colares, dispositivos GPS, armadilha fotográfica, gravadores sonoros). O minicurso será composto por aula expositiva e prática, com visualização de dados comportamentais de mamíferos terrestres. Esperamos que o minicurso contribua para a ampliação do conhecimento dos ouvintes no que diz respeito às opções de métodos para inferir sobre a ecologia comportamental de mamíferos em vida- livre.

Ministrantes:

  • Alexandre S. de Paula – Universidade Federal de Pernambuco

mero de vagas: 40

Este minicurso busca inserir os alunos na discussão, cada vez mais latente, da regeneração natural em florestas, sobretudo dentro de um cenário de crescente expansão humana e antropização de áreas naturais. Para isso, serão discutidos conceitos e técnicas para se avaliar a regeneração natural, como por exemplo, o estudo da chuva e do banco de sementes; a avaliação da cronossequência e os diferentes estágios de sucessão secundária; bem como, as possíveis limitações demográficas (e.g. limitação de dispersão) que podem arrastar a regeneração natural desses ambientes.

Ministrante: Prof. Dr. Vladimir Stolzenberg Torres (Prefeitura Municipal de Porto Alegre) 

mero de vagas: 30 

Os ecossistemas urbanos e a ciência da ecologia. Contabilidade urbana: metabolismo, energia e pegada ecológica. Processos do ecossistema urbano. Ecologia dos organismos urbanos. Conseqüências da ecologia urbana.

Ministrantes: Enga. Agr. Dra. Karla Conceição Pereira (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo/Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – SAA/APTA)

mero de vagas: 40

Atualidade, demanda e efetividade do processo de licenciamento ambiental estadual e federal e as implicações destes processos de atuação local e influencia global.

Ministrante: Dr. Lineu Neiva Rodrigues (EMBRAPA Cerrados – CPAC)

mero de vagas: 30

Gestão ambiental e inventários faunísticos e florísticos. Gestão de microbacias hidrográficas. Modelagens com o software Surfer.

Ministrante: Dr. Edison Barbieri (Instituto de Pesca – APTA)

mero de vagas: 30

O mini curso abordará inicialmente a geomorfologia dos estuários e sua formação e depois com mais enfase nos fatores biológicos, químicos e físicos que condicionam os processos de vida nos sistemas estuárinos como: manguezal, sistemas de baixios lodosos, praias arenosas e marismas. Enfatizaremos a relevância da maré para a zonação desses sistemas e sua relevância para a diversidade nesse ambiente. Além disso, será dado uma enfase especial da importância de se preservar esse ecossistema e a situação que se encontram os estuários brasileiros frente as agressões antropicas.

Ministrante: Dr. Robert Betito (Universidade Federal de Rio Grande – FURG)

Numero de vagas: 40

Definição de espécie, simetria, dispersão e coordenação motora, Teoria da Informação e definição dos sexos, tipos de reprodução, de fecundação e de desenvolvimento embrionário, energia disponível e comportamentos masculino e feminino, fecundidade e cadeias tróficas, fitness, populações ‘r’ ou ‘K’ e ambientes ‘b’ ou ‘d’, evolução do comportamento de contato e do sistema tegumentar, modelos genéticos e determinação sexual ou ambiental do sexo da prole, cortejo e seleção sexual, complexidade nas escolhas sexuais (Teoria das Catástrofes), tamanho ao nascer, diagrama de Allee e fase crítica, cuidados parentais e traições, tipos e formação de grupos, reversão sexual (em peixes) e geometria fractal, sex-ratio e a hipótese de Trivers & Willard, efeito Tobi-koi, efeitos denso-dependentes, competição x cooperação, Teoria dos Jogos x predação x parasitismo, desgaste x eficiência, gerenciamento da energia para reprodução x crescimento em função dos fatores ambientais, modelo da ampulheta de Bak e estabilidade.

Ministrante: Dr. Ronaldo Reis Junior (UNIMONTES)

Número de Vagas: 30 alunos

Atualmente muitos pesquisadores já utilizam o sistema estatístico R para fazer suas análises univariadas (anova, lm, glm). No entanto, muitos destes pesquisadores acabam recorrendo a outros programas quando necessitam realizar outros tipos de análises e cálculos na ecologia (ex. NMDS, cálculos de Índices, rarefação, etc). O objetivo deste minicurso é apresentar pacotes e funções do R que executem tais análises e cálculos. A base do minicurso serão as funções dos pacotes vegan e BiodiversityR (com interface gráfica), porém outros pacotes serão utilizados para realizar funções mais específicas e gráficos. O minicurso é prático, portanto será necessário o uso de um notebook com o R e os pacotes necessários instalados.

Ministrante: Dr. Marcos da Cunha Teixeira (Universidade Federal do Espírito Santo)

Número de vagas: 20

(Descrição do Tema abaixo – colocar para abrir quando a pessoa clicar no tema do minicurso): Objetiva-se apresentar os fundamentos que consolidam a educação ambiental (EA) como conteúdo de ensino. No primeiro bloco serão avaliadas as modificações na relação homem-natureza ao longo da história. Em seguida serão apresentados os principais eventos intergovernamentais que contribuíram para consolidar a EA como política pública e uma análise crítica da legislação pertinente. No segundo bloco serão apresentadas as diferentes tendências identificadas nas práticas e discursos dos educadores. Como síntese, serão apresentados os resultados das representações de meio ambiente dos participantes coletados no início do minicurso os quais subsidiarão o debate sobre a atuação da EA frente à biodiversidade

Ministrantes:

Dr. Thiago Gechel Kloss (Universidade Federal do Espírito Santo)
Dra. Raquel Gontijo de Loreto (University Park)

Número de vagas: 40

Alguns parasitas induzem alterações fenotípicas de seus hospedeiros, como modificações no comportamento. De um lado, modificações comportamentais de hospedeiros parasitados podem ser apenas sub-produtos da infecção, não adaptativa ou adaptações dos hospedeiros para reduzir os danos resultantes da infecção. De outro lado, essas alterações no comportamento do hospedeiro podem ser resultado da adaptação do parasita para aumentar a transmissão, fenômeno conhecido como manipulação parasitária. Entretanto, comprovar que a mudança de comportamento de um hospedeiro infectado é devido a manipulação parasitaria não é uma tarefa trivial, e a evidência mais convincente em favor da manipulação parasitária é a demonstração experimental de benefícios do novo comportamento para o fitness do parasita. Na literatura, diversos exemplos de manipulações adaptativas estão presentes e esses casos podem ser classificados em quatro categorias: (i) “transmissão trófica”, em que as modificações comportamentais aumentam a chance de predação do hospedeiro parasitado por outras espécies envolvidas no ciclo de vida do parasitoide; (ii) “deslocamento espacial”, envolvendo parasitas que devem sair dos hospedeiros ou liberar seus propágulos em um habitat distinto daquele normalmente ocupado pelo hospedeiro parasitado; (iii) “manipulação de vetores”, no qual o parasita aumenta a frequência de eventos de alimentação por seus vetores e, consequentemente, a sua transmissão a outros hospedeiros; e (iv) “manipulação envolvendo proteção”, em que o comportamento alterado do hospedeiro envolve a produção de estruturas físicas, comportamentos agressivos ou à procura de micro-habitats específicos que conferem proteção ao parasita. A proposta do minicurso será apresentar de forma teórica/prática aspectos ecológicos, evolutivos e de história natural das interações que envolvem manipulação comportamental de hospedeiros por parasitas, utilizando principalmente como modelos as interações entre formigas e fungos Ophiocordyceps e entre aranhas e diversos inimigos naturais.

Ministrante: Dr. Wesley Dáttilo (Instituto de Ecologia AC)

Número de vagas: 30

Este mini-curso tem como objetivo revisar a base conceitual da aplicação de redes complexas para o estudo das interações interespecíficas entre plantas e animais. Além disso, os alunos irão conhecer as abordagens mais atuais sobre a topologia dessas redes ecológicas e como elas variam ao longo do espaço-tempo e como elas são influenciadas por diferentes perturbações ambientais. A base do minicurso serão as funções dos pacotes igraph e bipartite (sistema estatístico R), porém outros pacotes serão utilizados para realizar funções mais específicas. O minicurso é prático, portanto será necessário o uso de um notebook com o R e os pacotes necessários instalados.

Ministrantes:

Msc. João Carlos de Castro Pena (Universidade Fedral de Minas Gerais)
Dr. Felipe Martello Ribeiro (Universidade Federal de São Carlos)

Numero de vagas: 40

Este minicurso tem como objetivo apresentar uma visão interdisciplinar da ecologia urbana, apresentando o estado da arte da Ecologia Urbana no Brasil, através de estudos de casos e de projetos de intervenções urbanas verdes e sustentáveis. Serão discutidos temas sobre os efeitos da urbanização sobre a biodiversidade e sua funcionalidade ecológica, o planejamento de estudos ecológicos em áreas urbanas utilizando uma abordagem de ecologia da paisagem e o conceito de planejamento urbano multifuncional, que leva em consideração aspectos socioeconômicos e ambientais.

Ministrante: Dr. Écio Souza Diniz (Universidade Federal de Viçosa)

Numero de vagas: 30

Fatores diversos atuam na montagem de comunidades vegetais em diferentes escalas espaço-temporais, evidenciando numa ordem hierárquica de importância a atuação de eventos biogeográficos como especiação e extinção e eventos estocásticos como a limitação de dispersão em grandes escalas, filtragem ambiental em escala de habitat e interações positivas ou negativas em escala de vizinhança. Esses fatores influem diretamente na história evolutiva e processos ecológicos em comunidades de plantas. Num cenário de rápidas mudanças globais no mundo natural é cada vez mais urgente a demanda para o desenvolvimento e o uso de ferramentas que estabeleçam ligações entre a filogenia dessas comunidades com eventos ecológicos contemporâneos. A filogenia de comunidades ou filogenia ecológica tem se mostrado cada vez mais útil para fornecer suporte mais robusto a predições acerca dos principais fatores atuantes (filtros ambientais, acaso ou interações) na montagem de comunidades estudadas no presente. Assim, a filogenia ecológica permite através das relações de parentesco entre as espécies presentes nessas comunidades entender, por exemplo, quando filtros ambientais selecionam espécies mais funcionalmente similares, tornando a comunidade mais agrupada filogeneticamente, ou interações negativas como a competição promove a montagem de uma comunidade composta por espécies mais distantes filogeneticamente. O uso dessa ferramenta combinada com dados ambientais (ex: clima, solos e altitude) e traços funcionais (ex: área foliar específica, altura máxima e densidade de madeira) pode fornecer resultados sólidos e robustos para um maior entendimento da dinâmica de comunidades. Dentre algumas dessas combinações está a possibilidade de verificar conservantismo de nichos e traços na filogenia das espécies de uma comunidade, mostrando, por exemplo, através de valores de temperatura e precipitação em coordenadas de ocorrência de espécies, se elas conservam estas características climáticas ao longo da história evolutiva. Também é possível verificar se traços relativos à adaptação a filtros do ambiente, como maior espessura do tronco pra suportar passagem do fogo no Cerrado, e relativos à habilidade competitiva como a altura máxima, são conservados evolutivamente, conduzindo a comunidade a ser mais agrupada ou sobredispersa filogeneticamente. Diante da ampla de gama de possibilidades que os métodos de análise filogenética de comunidades fornecem, se torna de suma importância que tais análises comecem a ser ensinadas a partir das bases do ensino superior em cursos de Biologia e Ecologia e outros voltados à biodiversidade, permitindo já ampliar o conhecimento de futuros pós-graduandos e pesquisadores nesta e em áreas afins.

Ministrantes: Msc. Vanessa S. Ribeiro (UFV); José Eduardo Falcon (UFV) e Tiago V. Fernandes (UFV)

 Número de vagas: 40 alunos

Descrição: Este será um minicurso teórico com o objetivo de abordar a importância ecológica, aplicações e métodos do estudo da dispersão de sementes por animais (zoocoria). Iniciaremos o curso, descrevendo os principais grupos animais envolvidos na dispersão de sementes nos diferentes biomas globais. Serão também contextualizadas todas as fases do ciclo de dispersão, desde a produção de frutos pelas plantas, passando pela remoção, manipulação e deposição de sementes. Finalmente, discutiremos as implicações ecológicas e evolutivas da dispersão de sementes por animais para a dinâmica populacional das plantas. Concluiremos apresentando estudos de caso e as aplicações e perspectivas da área de dispersão de sementes dentro da grande área das interações ecológicas.

Ministrante: Dra. Flávia Maria da Silva Carmo (Universidade Federal de Viçosa)

Número de vagas: 15 alunos 

Descrição: Este minicurso tem como objetivo instigar o público alvo a pensar criticamente. Iniciaremos trabalhando as questões ‘O que é pensar criticamente?’ e ‘Por que pensar criticamente?’ Em seguida, serão apresentados e discutidos os elementos do pensamento e do pensamento crítico, os níveis de pensamento, do raciocínio e seus propósitos e os critérios utilizados para avaliar o raciocínio. Continuaremos trabalhando investigando os padrões intelectuais universais e os traços essenciais do pensamento crítico, principalmente relacionados ao desenvolvimento do trabalho científico, e finalizaremos com a discussão de um modelo geral para a resolução de problemas, focando na construção de argumentos e da argumentação.

Ministrante: M.Sc. André Araujo da Paz (Universidade Federal de Viçosa)

Número de vagas: 30 alunos

Descrição: Em áreas ciliares o alagamento nas planícies de inundação pode ocorrer naturalmente em diferentes frequências e intensidades, dependendo das condições locais. Habitats às margens dos rios são mais propensos a inundações do que os mais elevados na paisagem, o que cria um gradiente na distribuição da vegetação de acordo com sua tolerância à inundação. No entanto, quando os rios são barrados ocorre o alagamento de áreas nunca antes inundadas, e o que era o interior da mata ripária passa a ser a nova borda. Como consequência o solo pode se manter encharcado, ou mesmo formar uma coluna de água sobre as plantas alagando-as em determinadas épocas do ano. Por esse motivo as árvores que não tiverem seu nicho ecológico realizado podem morrer, enquanto espécies tolerantes podem se beneficiar nesse processo. Todavia, mesmo que uma espécie seja tolerante ao alagamento no estágio de árvore, ela pode ser sensível nos estágios iniciais de desenvolvimento. As sementes e plântulas também serão afetadas por esse novo filtro ambiental imposto pelo alagamento induzido e a comunidade poderá ser alterada. Sendo assim, a restauração ecológica de reservatórios e áreas submetidas ao alagamento temporário deve ser criteriosa e levar em conta as características das diferentes fases de vida das plantas a serem utilizadas. Nesse minicurso serão apresentadas as principais alterações causadas no meio físico após a inundação, como elas afetam as plantas que se estabelecem nas margens e como podem se tornar um novo filtro ambiental para as plantas regenerantes. Serão analisados alguns parâmetros vegetais possíveis de serem mensurados em estudos relacionados a alterações hídricas tanto em sementes quanto em plântulas e mudas. Além disso, será tratada a ideia do nicho ecológico de diferentes estágios de vida de algumas plantas indicadas para a regeneração de áreas ciliares.

Ministrante: Dr. Marcos Vinícius Carneiro Vital (Universidade Federal de Alagoas)

Número de vagas: 20 alunos

Descrição: Além de amplamente utilizado para análises de dados, o software R possui funcionalidades voltadas para comunicação de resultados em relatórios dinâmicos, que mesclam os códigos usados nas análises, os resultados gerados e os comentários, explicações e interpretações do usuário. O uso correto destas funcionalidades permite que relatórios de análise sejam gerados de maneira reproduzível, facilitando processos de revisão de artigos, colaborações entre pesquisadores e até a criação de tutoriais e guias de análise. Todas estas funções podem ser usadas com o programa RStudio e o formato RMarkdown. Neste curso, pretendo apresentar estas ferramentas para os participantes, indicando os passos e conhecimentos necessários, praticando com exemplos no computador e indicando como seguir adiante. Este será um curso prático, e é esperado que os participantes possuam alguns conhecimentos básicos do R, como importação de dados e geração de gráficos simples. Os participantes irão precisar de computadores com o RStudio em sua versão mais recente, com o pacote RMarkdown instalado.

Ministrante: Profa. Dra. Márcia Santos de Menezes (Universidade Federal do Paraná)

Número de vagas: 40 alunos

Descrição: Nascentes – características e importância da conservação. Distribuição, ocorrência e grupos funcionais. Protocolos de avaliação rápida de ambientes.

Ministrante: Dr. Fabiano R. de Melo (UFG – Jataí e UFV – Viçosa)

Número de vagas: 25 alunos

Descrição: Este minicurso tem como objetivo apresentar aos estudantes novas tecnologias que auxiliam na coleta de dados em estudos de campo voltados para a conservação da biodiversidade, com ênfase na fauna ameaçada de extinção. A ideia é unir técnicas tradicionais, como o uso do GPS (noção básica e utilização de ferramentas simples de análise), com o uso de ferramentas modernas, como drones e VANTs. Também serão abordadas outras técnicas tradicionais, como o uso de câmeras fotográficas (camera traps), hoje mais modernas e utilizadas de diversas formas (uso em dossel de floresta), assim como complementadas por gravadores acústicos de alta qualidade. Nesse sentido, a parte teórica envolverá uma análise rápida dessas ferramentas e tecnologias antigas e modernas, nos diferentes usos e aplicações que podem estar sendo explorados visando um melhor delineamento experimental e os auxiliando na utilização adequada em estudos de campo. O minicurso também utilizará de softwares livres exigidos para análises simplificadas. Assim, uma parte teórica será oferecida na primeira metade e outra parte será prática, com uso de notebooks e demonstrativos de alguns dos equipamentos mencionados (incluindo voos experimentais com drones). Além do notebook, é importante o uso de GPS, para aqueles que tiverem e puderem trazer.

Ministrante: Dr. Joaquim Olinto Branco (Universidade do Vale do Itajaí)

Número de vagas: 40 alunos

Descrição: O minicurso tem como objetivos apresentar informações sobre as diferentes metodologias de estudo com aves marinhas e aspectos ecológicos das comunidades (dieta, reprodutivo, migração) no litoral brasileiro, além fazer uma caracterização da sua biodiversidade, da atuação como bioindicadoras ambiental e programas de conservação, proporcionando uma visão geral do ciclo de vida dessas aves.

Ministrantes: Dra. Tathiana Guerra Sobrinho e Dr. Frederico Falcão Salles (Universidade Federal do Espírito Santo – Campus São Mateus)

Número de vagas: 20 alunos

Descrição: Você tem uma excelente pergunta, fez um bom delineamento experimental, possui um número considerável de réplicas, coletou os dados de maneira controlada, trouxe o material biológico do campo…e agora? Para responder às suas perguntas, testar suas hipóteses, e até mesmo para tornar o seu trabalho replicável, o cuidado com o material biológico é muito importante. Além disso, conhecer o(s) grupo(s) alvo(s) dentro de um contexto filogenético também pode te ajudar muito na hora de elaborar perguntas e consequentes hipóteses. Dentro desse contexto, esse minicurso tem como objetivo demonstrar o quanto os estudos ecológicos tendem a se beneficiar quando os ecólogos envolvidos compreendem a importância da sistemática e a aplicam corretamente. Erros de identificação, identificação em categorias taxonômicas inadequadas, descuido com os vouchers e dificuldade em discutir os resultados por desconhecimento das relações filogenéticas dos táxons analisados, são alguns dos problemas relacionados a uma base deficiente em sistemática e que podem comprometer estudos que envolvam riqueza, abundância e composição de espécies e, principalmente em trabalhos com uso de espécies bioindicadoras. Ao longo do curso serão feitas considerações teóricas e práticas (simulações e análises de dados), na tentativa de se demonstrar como uma boa base em sistemática é fundamental para a correta utilização e aplicação das diversas métricas de quantificação da diversidade e até mesmo para a elaboração das hipóteses.

Ministrante: Dra. Erika Cortines (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Número de vagas: 40 alunos

Descrição: O curso visa tratar dos aspectos referentes ao manejo de bacias hidrográficas, suas zonas hidrogenéticas e funções hidrológicas, visando a maior produção água e manutenção dos serviços ambientais. A bacia hidrográfica funciona como um ecossistema dinâmico onde cada setor hidrológico possui uma função ambiental. Estas potencialidades dos setores hidrológicos da bacia, podem ser otimizadas à partir do uso adequado do solo e de práticas de manejo que favoreçam a permanência da água nas bacias, o que indiretamente garante a funcionalidade dos serviços ambientais que dependem de água, como por exemplo a manutenção da biodiversidade. Os diversos usos antrópicos podem afetar o equilíbrio do ciclo hidrológico e causar prejuízos sociais, econômicos e ambientais. Este curso visa abordar os aspectos referentes a bacias hidrográficas, vocação hidrológica, uso do solo, serviços ambientais, manejo e conservação do ecossistema, da biodiversidade e da produção de água nas microbacias.

Ministrantes: Dr. Marcelo L. Bueno e Dra. Vanessa Pontara (Universidade Federal de Viçosa)

Número de vagas: 20 alunos

*Esse minicurso excepcionalmente terá duração de dois dias (07 e 08 de Outubro), perfazendo uma carga horária total de 16 horas.

Descrição: O objetivo do minicurso, Modelagem de distribuição de espécies: conceitos e aplicações, é capacitar o aluno na utilização de técnicas de modelagem de distribuição potencial de espécies e no uso de ferramentas que auxiliem na obtenção e filtragem de dados de ocorrência de espécies para o emprego dos modelos de forma mais eficiente. Algumas possíveis aplicações dessas técnicas são: identificar padrões geográficos de distribuição de espécies; analisar a influência de diferentes variáveis ambientais nesse processo; avaliar o potencial de ameaça de espécies invasoras; avaliar o impacto das mudanças climáticas na distribuição da biodiversidade; estudar possíveis rotas de disseminação de doenças infecciosas; auxiliar na determinação de áreas prioritárias para a conservação; indicar áreas de distribuição potencial para espécies raras, endêmicas ou em risco de extinção; auxiliar a escolha de espécies para restauração ecológica e identificar possíveis áreas para re(introdução) de espécies. Para um bom acompanhamento do curso, é desejável que os alunos tenham bons conhecimentos sobre uso de planilhas eletrônicas (excel) e se possível, conhecimentos básicos sobre uso de SIG.

Minicurso

 

Título: Introdução a Interação Inseto-Planta

Tema: Interações Ecológicas

Descrição:

As relações entre insetos e plantas tem recebido cada vez mais destaque dentro das perspectivas ecológicas. Aproximadamente 75% de toda biodiversidade terrestre encontra-se dentro dos grupos das plantas verdes e dos insetos herbívoros. Portanto, esses dois táxons são responsáveis pela maior abundância, biomassa e riqueza de espécies de toda biosfera. Suas interações resultam em diversificação evolutiva tanto para plantas quanto para insetos. O minicurso abordará a base teórica das interações entre insetos e plantas com enfoque nos aspectos ecológicos e evolutivos. O curso dará ênfase nas interações generalistas e especialistas como herbivoria, mutualismos, parasitismos e as relações tri-tróficas envolvidas. Além disso, outros fatores importantes dessas interações serão discutidos, tais como funções ecossistêmicas (polinização, dispersão), insetos como engenheiros de ecossistemas, processos coevolutivos e influências dos componentes abióticos na estruturação e dinâmica de populações e comunidades de insetos e plantas. Esperamos que os conteúdos apresentados complementem o conhecimento dos participantes sobre as interações ecológicas que envolvem esses organismos.

Palestrante: Msc. Maria Fernanda Brito e Msc.Victor Dinz Pinto

Endereço e e-mail: Universidade Federal de Ouro Preto / Departamento de Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente Campus Morro do Cruzeiro s/n, Bauxita. Ouro Preto, Minas Gerais. Laboratório de Ecologia Evolutiva de Insetos de Dossel e Sucessão Natural CEP: 35400-000 febritobio@gmail.com; vdinizpinto@gmail.com

Carga Horária: 8 horas

Vagas: 25 alunos

Título: Ferramentas para estudo do impacto das mudanças climáticas em espécies vegetais: uma visão ecofisiológica

Tema: Ecofisiologia e Anatomia

Descrição: As mudanças climáticas globais são caracterizadas por alterações nos padrões de precipitação, temperatura e na composição química da atmosfera. Segundo modelos climáticos atuais, essas alterações climáticas têm sido diretamente agravadas por atividades humanas envolvendo principalmente a queima de combustíveis fósseis e o consequente aumento do CO2 atmosférico. Dentro do contexto da ecofisiologia de plantas, o efeito a elevação nos níveis atmosféricos de CO2 pode resultar em efeitos contraditórios. Em curto prazo as plantas podem ser beneficiadas, porém em longo prazo, a sinergia entre os diversos fatores que compõem as mudanças climáticas podem acarretar em prejuízos em suas respostas ecofisiológicas. Dessa forma, plantas são consideradas excelentes bioindicadores dos efeitos das mudanças climáticas sobre o funcionamento de ecossistemas e atualmente existem diversas metodologias para mensurar esses efeitos. O objetivo do presente mini-curso é apresentar ferramentas metodológicas para avaliar os efeitos das alterações climáticas sobre as espécies vegetais. A teoria sobre as alterações no clima e os possíveis efeitos no funcionamento dos ecossistemas será abordada, com ênfase nas alterações funcionais em plantas do cerrado brasileiro. As diferenças entre os estudos com câmaras de topo aberto (open-top chambers) e os sistemas de controle de CO2 e temperatura chamados FACE (free air CO2 enrichment) serão discutidos e os benefícios de cada um destacados. Em adição, as principais variáveis ecofisiológicas afetadas pela elevação na concentração de CO2 atmosférico serão apresentadas. Por fim, também será discutida a duração dos experimentos e sua influência nas respostas das plantas. O mini-curso será teórico, porém, alguns equipamentos utilizados para a medição das trocas gasosas, potencial hídrico foliar e fluxo de seiva em plantas serão utilizados para demonstração prática.

Palestrante: Dr. João Paulo de Souza

Endereço e e-mail: Universidade Federal de Viçosa, Campus Florestal, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, Rodovia LMG, 818 – km 6, 35690-000, Florestal – MG, Brasil / joaopaulobio@hotmail.com

Carga Horária: 8 horas

Vagas: 40 alunos

Título: Sensoriamento Remoto aplicado à Ecologia de Flora

Tema: Ecologia de populações

Descrição: Este minicurso tem como objetivo apresentar à comunidade científica em ecologia as potencialidades do uso de sensoriamento remoto em estudos ecológicos, principalmente no tocante à relação de indivíduos e populações com o meio abiótico. Serão apresentadas as principais tecnologias de sensoriamento remoto (p.ex., Sensoriamento Remoto Hiperespectral e Light Detection and Ranging) e suas aplicabilidades no estudo da flora, bem como as principais plataformas e produtos disponíveis para uso. Pretende-se que, ao final deste minicurso, os participantes tenham conhecimento dos fundamentos de sensoriamento remoto, das principais tecnologias disponíveis, suas aplicações e limitações, bem como das futuras missões e perspectivas de aplicação para o entendimento e espacialização de indivíduos a ecossistemas.

Palestrante: Profa. Dra. Cibele Hummel do Amaral

Endereço e e-mail: Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Engenharia Florestal, Avenida Purdue, s/nº, Campus Universitário, 36.570-900, Viçosa – MG – Brasil (chamaral@ufv.br)

Carga Horária: 8 horas

Vagas: 30 alunos

* Número mínimo de inscritos para a realização do minicurso: oito. Caso o número mínimo não seja alcançado será dado ao congressista uma segunda opção.